segunda-feira, abril 22, 2013

Quotidianus



“...Era Tudo. Também era o Nada.
Vinha sendo, já se fazia algum tempo, um bocado de Sim; Um tanto de Não, e uma boa parte de Talvez.
                Já era assim. Uma rotina quase que inata. Para ele havia se tornado comum.
E todo dia adentrava a portaria daquele tal hospital. Espirrava álcool gel na mão. Deixava-se acreditar nas normas e que aquele gesto gerava uma proteção para seu Amor.
Subia.
Costumeiro; Pelas escadas. Por mais que não quisesse, e não queria, sempre era notado.
Olhares o diferenciavam mais para ele era inaceitável que o fizessem. Era o seu canto. Lar provisório que foram forçados a habitar.
Ele estava em seu local; Os outros não.
Paula Miasato era o que ele dizia todos os dias para algum vigilante/recepcionista daquele conjunto de vigilantes/recepcionistas.
 Algumas vezes o mesmo. Nos últimos tempos, na maioria das vezes não. Mas 244 era o que ele ouvia. Todos os dias. Não importava de quem.
 Retirava o crachá e seguia. De costume. Era sua rotina.
Subia a rampa em busca de algo que denominava sua Mulher. Para ele era mais. Mais que isso. Sempre foi.
Agonizava, nitidamente sob os olhares alheios e não alheios também.”

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Insanitas




Estamos vivos, estamos compreendeendo e quase até que escrevendo.
A Terra é uma esfera e aí esta a forma perfeita de Gaya. Tudo volta sempre ao mesmo ponto.
E aquele passo a pinelidade vai configurando o próximo passo que vai em direção a sanidade.
Estamos voltando, aos poucos vencendo a inércia de um tonelada na cabeça.
Como meu complemento costumava dizer: "- Somos fortes, doces e indestrutíveis desde que juntos.
E por quatro meses de sua ausência e nunca nos separamos.
Um brinde a falta que você me faz.
Saúde !


Caio R.
O Absurdo

segunda-feira, outubro 08, 2012

Spiro





Inspiro tua falta e expiro tua esperança.
Suspiro nossas lembranças.
Aspiro nosso futuro.
É assim todos os dias, durante todo o dia em todas as suas horas que percorrem todos os seus minutos em todos os teus segundos.
Minha Felina de Fogo tenho por você Amor exatamente como da primeira vez que nossos corpos foram apresentados um ao outro e nossas almas se reencontraram mais uma vez nesses três mil anos. Cresce todo dia, a cada dia e segue numa assíntota tendendo ao infinito.
    Assíntota.
Muito em breve vamos nos rever nessa vida.
Uma pequena morte a nós dois.

H-B, O Homem-Bixo